Branco.Casa + Dia das Mulheres: Potências femininas na arquitetura e decoração para se inspirar.

Neste Dia das Mulheres a branco.casa separou nomes importantes do mundo da arquitetura e decoração para inspirar ainda mais as atuais e futuras profissionais dessas áreas.

A arquitetura e o design sob a ótica das mulheres vem ganhando cada vez mais destaque, os projetos e nomes a seguir reúnem características únicas, em uma pluralidade de vivências que enriquecem a presença feminina no desenvolvimento de soluções transformadoras.

Arquitetas e designers nacionais e internacionais para acompanhar!

Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi foi uma arquiteta ítalo-brasileira responsável por prestigiados projetos de expressividade modernista. O seu trabalho teve como compromisso compreender a cultura nacional, estabelecendo assim uma ligação com propostas contemporâneas, que não deixavam a tradição popular de lado.

A Casa de Vidro, que atualmente é a sede do Instituto de Arte Contemporânea, foi a sua primeira construção em solo brasileiro. Lina faleceu em 1992, deixando um marco na arquitetura brasileira, por meio de importantes obras como Museu do MASP, Sesc Pompeia, Solar do Unhão e o Teatro Oficina.

Zaha Hadid

Zaha Hadid é outro nome relevante na história da arquitetura contemporânea. A arquiteta iraquiana-britânica esteve à frente de importantes projetos que fugiram do óbvio, sua forma de ver a arquitetura  partia de um olhar futurista e experimental.

Quebrar paradigmas foi um demarcador do seu trabalho, fazendo com que ficasse conhecida também como a rainha das curvas.

Infelizmente, Zaha Hadid faleceu em 2016, tendo elaborado mais de 950 projetos em 44 países, que revolucionaram a arquitetura do século 21 e entregaram uma nova perspectiva para o presente e, principalmente, o futuro.

Naome Abe

A designer de interiores Naomi Abe é formada em artes plásticas pela FAAP. O seu trabalho parte da premissa de que a decoração de casa também pode despertar a sensação de contemplação dos museus.

Dentre os projetos importantes, destaca-se a sua participação nas edições da Casa Cor, que no ano de 2019 veio com a criação do Living do Colecionador, contando com obras de renomados artistas como Di Cavalcanti e Iván Navarro.

A brasilidade é um aspecto importante em sua trajetória artística, que utiliza de cores vibrantes e o Brasil como inspiração.

Yolande Daniels

Yolande Daniels é uma das arquitetas mais respeitadas dos Estados Unidos. Formada pelo City College, em Nova York, e pela Columbia University.

Ela é também sócia do studio SUMO, em parceria com o renomado arquiteto Sunil Bald. A pesquisa de arquitetura desenvolvida por Yolande garantiu prêmios importantes como Young Architects Award.

O seu trabalho também é pautado na busca por soluções de arquitetura que consideram temas como raça, gênero e política.

Em 1996 morou por um período no Brasil, ao receber uma bolsa de estudos para uma pesquisa com o objetivo de registrar e compreender a arquitetura de espaços e locais de escravidão.

Mpho Vackier

Mpho Vackier baseia o seu trabalho em uma narrativa ancestral. Toda a criação traz uma leitura contemporânea, buscando homenagear histórias africanas por meio do design de móveis e produtos.

Proprietária da empresa TheUrbanative, os mobiliários e peças são projetados e fabricados na África do Sul,  explorando culturas africanas abstratas com a funcionalidade e aparência de materiais, tecnologias e silhuetas de móveis modernos;  guiados pela evolução do artesanato e design.

Regina Strumpf

Regina Strumpf é uma arquiteta e decoradora formada pela Universidade Mackenzie. Teve seus projetos estampados em veículos importantes como Casa e Jardim, Vogue, Archdaily e ID interior.

Regina possui também um repertório diferenciado sobre o uso de tecidos na décor, em 1979 criou a loja especializada “Quarto, Sala & Cozinha”, desenvolvendo por vinte anos um trabalho de prestígio dentro desse segmento.

O romantismo e a delicadeza são características importantes em suas composições para decoração, que combina diferentes elementos. Atualmente, coordena projetos em São Paulo, Nova Iorque e Miami.

Rosa Grena Kliass

Conhecida também como a “dama do paisagismo brasileiro”, Rosa Grena Kliass foi a primeira mulher a receber o Colar de Ouro do IAB, que já prestigiou nomes importantes da arquitetura, como Vilanova Artigas, Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx.

A trajetória de Rosa na arquitetura brasileira trouxe projetos incríveis, mas também um posicionamento militante em relação à valorização de estudos sobre o paisagismo.

Dentro disso, compreende-se também uma intensa dedicação em expor a importância sobre a  execução de projetos que dialoguem com as paisagens brasileiras e suas individualidades.

Gabriela de Matos

Fundadora do coletivo Arquitetas Negras, a arquiteta Gabriela Matos vê na arquitetura a construção, mas também a desconstrução de desigualdades sociais. Entender espaços e projetos como agentes fundamentais no combate ao racismo estrutural é uma pauta trazida pela arquiteta, eleita também a Arquiteta do Ano pelo Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil.

Ao criar uma rede de apoio com o Arquitetas Negras, Gabriela Matos fortalece projetos desenvolvidos por outras mulheres negras, mas também denuncia o descaso de uma classe que por muitos anos ignorou a importância da cultura negra para o desenvolvimento de soluções democráticas para o desenvolvimento urbano e social.

Joice Berth

Arquiteta e colunista da Elle, Joice Berth disserta em suas pesquisas a importância do direito à cidade. O “não lugar social” é também um questionamento que Joice traz em seu trabalho, ao abordar o silenciamento da mulher negra na sociedade e arquitetura.

Dentre desse recorte de raça e gênero, Joice também fala sobre o apagamento histórico da arquitetura para com as mulheres, no qual a mulher sempre foi colocada no estereótipo da decoradora, enquanto o homem era sempre enaltecido por suas construções.

As “opressões casadas”, onde o preconceito de raça e gênero são aglutinados, são responsáveis por inúmeros problemas sociais, que para Joice um deles é a urbanização excludente das cidades para com as mulheres e pessoas negras.

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